terça-feira, 2 de outubro de 2007

Infeliz


Sozinho. Homem. Infeliz.
Passa pelos outros sem dizer oi.
Passa pela vida sendo apenas um expectador.
Em tudo busca felicidade, embora ache que nunca a perdeu.
Senta-se e sente o cheiro forte, sente-se melhor por se afastar momentaneamente da dor. Quer chorar, não consegue.
Quer alegrar-se. Mente.
Infeliz.
Sorri amarelado, satisfeito enganosamente com sua inteligência ignorante.
Verdade?
Para ele, não existe.
Não hesita em mostrar sua força, embora ela não seja real.
Procura desesperadamente alguém que possa satisfazer sua carência, sua falta de amor. Algo que tem um significado estranho e deturpado dentro dele.
Infeliz.
Ás vezes sente o cheiro da morte, cheiro doce de festa, cheiro amargo da rua.
Ela o espera pacientemente, embora tão de perto.
Ele que diz não conhecer seu Salvador, por mais que este tenha sido apresentado á ele.
Diz que Ele não existe, que é fruto da imaginação burra e fanática.
Infeliz. Mente que não O conhece.
Infeliz.

3 comentários:

Stephanie Torres disse...

Será que eu sei de quem você está falando?

Bjos!!

Anninha disse...

Querida Anne,
este poema é generalizado, não fala sobre nenhuma pessoa específica, quer dizer a humanidade...
Que, no geral, é infeliz!

Guilherme L. Freire disse...

Ficou muito bom anninha, me lembra alguém sabe... Somos todos muito parecidos